Resumo analítico do mercado Forex para semana de 8 a 12 de março

O início da nova semana de negociação revelou sem dúvida a liderança do dólar no mercado cambial frente aos concorrentes principais. Particularmente, devido à agenda fundamental pobre os investidores encontraram pontos de referência nas praças de ações. Pois, a queda dos índices acionários americanos determinou a preferência bolsista em favor do americano. Sublinhamos como sempre a tensão contínua em relação ao déficit orçamental da Grécia e declarações recentes da agência de qualificação Moody's sobre a o banco alemão.

 

Anteriormente a moeda única foi estimulada pelo presidente francês Nicolas Sarkozy. O chefe do país afirmou que os parceiros da Grécia, outros membros da zona do Euro, estão prontos para ajudar a República Helénica a resistir à crise e prevenir o fracasso.

 

Mais tarde foram agências de qualificação que novamente determinaram oscilações dos pares principais, confirmando que nem tudo vai bem na zona do Euro.

 

Em particular, ficaram novamente no foco dos peritos Portugal, que está correndo o risco de perder seu rating de crédito “AA”, caso o governo não tome medidas para apoiar a economia nacional. Fazemos lembrar, que em setembro a agência Fitch mudou a previsão do país de “estável” para “negativa”, enquanto na segunda passada as autoridades portuguesas já apresentaram seu plano de redução da dívida pública até 2,8% para 2013 (em 2009 o déficit orçamental foi de cerca de 9%).

 

Ao mesmo tempo, o plano do governo britânico de diminuir o déficit do orçamento em 50% nos próximos 4 anos foi caraterizado como “demasiadamente lento”. Pois, os analistas afirmam que os financistas britânicos deveriam se acelerar para evitar conseqüências graves para a economia. Convém mencionar, que no ano fiscal corrente o déficit orçamental previsto é de cerca de 13% do PIB. Todavia, de acordo com analistas, a classificação do Reino Unido (“AAA”) manter-se-á inalterada até os resultados das próximas eleições parlamentares.

 

Quanto à Grécia, a emissão recente de obrigações a 10 anos com valor de 5 bilhões de euros foi encontrada com otimismo, portanto, os títulos a médio e longo prazo não parecem tão seguros. Mantém-se duvidosa a situação relativa à rentabilidade da política anti-crise no contexto de austeridade, esperada nos próximos anos.

 

Na quarta-feira a situação econômica da zona do Euro mostrou que humores dos investidores dependem da situação geral da região, nem de certos países (mesmo os mais industrializados). Em particular, a produção industrial e a manufatureira da França e da Itália revelaram um aumento brusco face às previsões e até aos números do período anterior. Ao mesmo tempo, a balança comercial alemã diminuiu quase 50%, neutralizando o efeito positivo da estatística favorável das exportações e os preços ao consumidor. Todavia analistas caraterizaram positivamente o setor produtivo da zona do Euro, cujos dados serão divulgados na sexta-feira.

 

Assim, os euro/dólar, tendo aberto em cima e tocado o máximo de 1,3704, desceu gradualmente para o mínimo de 1,3535. Apesar de voltar para aquela área, o euro conseguiu inverter seu curso e e ultrapassou de novo a fasquia de 1,3650. A libra registrou mo início a maior alta de 1,5196, portanto a seguir cedeu mais de 200 pontos (mínimo de 1,4870). Embora retraçasse, ficou abaixo de 1,5000.  O dólar/iene oscilou no canal de 89,50-90,50 durante a maior parte de negociação, portanto na quarta rompeu a fronteira superior, marcando o máximo de 90,80. O dólar/franco foi negociado entre 1,0700-1,0800, tocando tanto a fronteira superior como a inferior.

11 March

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